Em lançamento oficial realizado nesta sexta-feira, 28 de agosto, a CEO e fundadora Etiene Rocha apresentou uma nova etapa da plataforma, marcada por inteligência artificial embarcada, automações, análises preditivas e decisões mais rápidas. A proposta é fazer com que a tecnologia deixe de apenas registrar a operação e passe a contribuir diretamente para sua execução.
Durante anos, empresas investiram em sistemas capazes de digitalizar processos, organizar informações e reunir dados em um único ambiente. O próximo salto, na visão do GRPRO, não está apenas em armazenar melhor o que acontece dentro de uma operação. Está em fazer com que a tecnologia participe ativamente do que precisa acontecer.
Foi com essa perspectiva que Etiene Rocha conduziu o lançamento oficial da nova versão do GRPRO, apresentado ao mercado como um marco na evolução da gestão empresarial. Em uma transmissão voltada a clientes e gestores, a executiva defendeu uma mudança de paradigma: a passagem do software que espera ser acessado para o software que ajuda a interpretar, orientar e executar.
“A próxima geração de software será medida não por funcionalidades, quantidade de telas, mas pela quantidade de execução que ela é capaz de fazer em uma empresa”, afirmou Etiene Rocha durante a apresentação.
A nova proposta recebeu um nome à altura da transformação: Inteligência Executiva. O conceito representa a união entre informação centralizada, inteligência artificial e capacidade de ação. Em vez de obrigar o gestor a percorrer relatórios, localizar dados, cobrar pessoas e reconstruir o histórico de cada situação, o GRPRO passa a oferecer recursos para reduzir esse caminho e aproximar informação, decisão e resultado.
A gestão deixa de olhar apenas para o retrovisor
Na abertura do evento, Etiene Rocha lembrou que a inteligência artificial só tem valor real quando produz impacto concreto. Para uma empresa, esse impacto pode aparecer na economia de tempo, na redução de erros, na aceleração de processos, na melhoria da conversão ou na geração de caixa.
A reflexão é especialmente relevante em operações complexas, como redes, franquias, associações e empresas com múltiplas equipes, clientes, unidades e pontos de contato. Quanto maior a operação, maior também o volume de informações que precisa ser acompanhado. O risco é que o crescimento venha acompanhado de uma dependência cada vez maior de cobranças, conferências e intervenções manuais.
O GRPRO foi apresentado como a central de informação da operação, reunindo processos, atividades, contratos, dados comerciais, atendimentos e históricos. A partir dessa base, a inteligência artificial passa a funcionar como uma camada transversal, capaz de apoiar diferentes áreas e transformar registros dispersos em contexto para a tomada de decisão.
A ambição não é substituir as pessoas. É retirar do trabalho humano aquilo que é repetitivo, previsível e operacional, para que gestores e equipes possam se dedicar ao que exige análise, criatividade, relacionamento e julgamento.
“Não é sobre as pessoas não fazerem. É justamente para que elas possam dar atenção àquilo que é essencial, que não tem nada que possa substituir a parte criativa”, explicou a CEO.
Automação: quando o processo também realiza a ação
Uma das principais novidades apresentadas foi a área de Automação, concebida como uma evolução dos processos já conhecidos pelos usuários do GRPRO. A diferença está na capacidade de transformar uma etapa planejada em uma ação efetivamente realizada pelo sistema.
Na prática, uma operação pode ser desenhada para enviar um e-mail, disparar uma mensagem pelo WhatsApp, ativar um chatbot, criar uma tarefa, iniciar um novo fluxo, mover uma oportunidade no CRM ou consultar outro sistema. Também é possível configurar condições, variáveis, temporizadores e diferentes caminhos de execução, de acordo com o contexto de cada operação.
O recurso pode ser aplicado a situações como entrada de novos clientes, boas-vindas, nutrição de leads, comunicação recorrente, cobranças, cross-selling e acompanhamento de processos internos. Em um fluxo de onboarding, por exemplo, o sistema pode não apenas criar a tarefa para que alguém envie uma mensagem, mas realizar o envio e acionar a próxima etapa automaticamente.
A plataforma também passa a oferecer modelos prontos para facilitar o início da configuração. O objetivo é reduzir a barreira entre a intenção de automatizar e a automação funcionando de fato.
Para equipes de tecnologia, a proposta inclui conexões com sistemas externos e uma estrutura mais flexível para integrar informações e ações. Para as áreas de negócio, o ganho está em diminuir a dependência da memória individual e reduzir o tempo gasto acompanhando aquilo que pode acontecer de forma programada.
Etiene destacou que a atualização não exige uma ruptura imediata com os processos atuais. As estruturas já utilizadas continuam funcionando, enquanto os clientes podem evoluir gradualmente para fluxos com mais capacidade de execução.
Menos trabalho manual para o financeiro
A nova versão também amplia as possibilidades de automação financeira por meio de integrações diretas com instituições bancárias. Durante o evento, foram destacadas as conexões com Sicoob e Sicredi, cuja configuração depende de autorizações e procedimentos realizados pelo próprio cliente junto ao banco.
Com a integração via API, a emissão de um boleto no GRPRO pode ser conectada ao acompanhamento do pagamento e à baixa no sistema, reduzindo a necessidade de operações baseadas em arquivos de remessa, retorno e conciliação manual, conforme a disponibilidade de cada instituição.
O impacto é direto para as equipes financeiras: menos tarefas repetitivas, menor margem para erro e mais tempo para análise, relacionamento e controle. A automação bancária não elimina a responsabilidade do setor; elimina parte do trabalho braçal que consome tempo sem produzir inteligência.
Agentes de IA: uma equipe para vencer a página em branco
Outro eixo do lançamento foi a apresentação dos Agentes de IA, especialistas desenvolvidos para apoiar tarefas específicas dentro do GRPRO. A proposta parte de uma dificuldade comum em empresas de todos os portes: muitas iniciativas importantes não avançam porque alguém precisa começar tudo do zero.
Criar um POP, estruturar um curso, elaborar um diagnóstico, organizar um documento operacional ou produzir uma comunicação pode exigir horas de discussão e revisão antes mesmo de chegar à primeira versão. Os agentes entram justamente nesse ponto, oferecendo uma base estruturada e preenchendo informações diretamente no ambiente do GRPRO.
Entre os agentes apresentados estão o gerador de copies, o estruturador de cursos, o gerador de diagnósticos, o gerador de documentos e ferramentas voltadas à construção de POPs e rotinas. Ao criar um diagnóstico, por exemplo, a inteligência pode sugerir temas, perguntas, formatos de resposta, pesos e critérios de pontuação a partir do objetivo definido pelo usuário.
A tecnologia não substitui a autoridade de quem conhece o negócio. As sugestões podem ser editadas, ajustadas e auditadas pela equipe. O ganho está em trocar a página em branco por uma primeira versão consistente, pronta para ser avaliada e aprimorada.
A apresentação também apontou para uma próxima frente de desenvolvimento: agentes analistas capazes de interpretar tarefas, conversas, diagnósticos e dados de relacionamento. A intenção é permitir que o GRPRO identifique padrões que dificilmente seriam percebidos apenas pela observação humana de grandes volumes de informação.
GRPRO Meet transforma reuniões em registros e próximos passos
As reuniões também ganharam uma nova dimensão na plataforma. Com o GRPRO Meet, salas de vídeo podem ser relacionadas à jornada do cliente, registrando informações como participantes, duração e histórico de atendimentos.
O recurso de transcrição nativa permite transformar uma conversa em ata, tarefa, follow-up, registro no CRM ou histórico da jornada. Em reuniões comerciais, a inteligência pode destacar pontos-chave, organizar um plano de ação e sugerir próximos passos.
A mudança resolve um dos problemas mais comuns depois de uma reunião: a distância entre o que foi discutido e o que efetivamente fica registrado. Em vez de depender de anotações incompletas, cópia e cola ou da memória de quem participou, a conversa passa a alimentar o ambiente de gestão.
Para empresas que trabalham com consultoria, expansão, atendimento e vendas, esse registro contínuo pode fortalecer a qualidade do acompanhamento e ampliar a visibilidade sobre o relacionamento com cada cliente ou unidade.
Inteligência de Mercado aproxima expansão e dados reais
A área de Inteligência de Mercado foi apresentada como um recurso para apoiar tanto o conhecimento da base atual quanto as decisões de expansão.
A ferramenta permite analisar a localização das empresas e observar níveis de concorrência por município e bairro, considerando a atividade econômica associada ao negócio. Para redes e franqueadoras, essa leitura pode contribuir para uma consultoria mais precisa, ajudando a compreender o contexto em que cada unidade está inserida.
No radar de expansão, o gestor pode filtrar oportunidades por estado, cidade, população e CNAE. A plataforma cruza dados empresariais e apresenta informações sobre empresas abertas, encerramentos, concentração de concorrentes e características dos mercados analisados. As oportunidades identificadas podem ser encaminhadas ao CRM para que a equipe comercial dê continuidade ao relacionamento.
Segundo Etiene Rocha, o ambiente utiliza uma base ampla de registros empresariais brasileiros, integrada ao ecossistema de dados da companhia. A tecnologia, nesse caso, não serve apenas para produzir um relatório: ela reduz o tempo entre encontrar uma oportunidade e iniciar uma ação comercial. A disponibilidade e o alcance de cada consulta dependem da configuração do ambiente e dos dados habilitados para cada empresa.
Tutter: respostas de gestão no WhatsApp
Entre os recursos mais simbólicos da nova fase está o Tutter, o Copilot de gestão do GRPRO. Voltado aos gestores, ele permite consultar informações sobre a operação por meio de perguntas feitas em linguagem natural, diretamente no WhatsApp.
Em vez de abrir o sistema, procurar um relatório, aplicar filtros e solicitar ajuda a outra pessoa, o gestor pode perguntar sobre a própria operação e receber uma resposta com base nos dados disponíveis e nas permissões configuradas.
Durante a demonstração, foram exploradas perguntas relacionadas a tarefas realizadas por uma equipe, oportunidades ativas no funil comercial, contratos aguardando assinatura e outros indicadores de acompanhamento. O gestor pode buscar informações específicas sem precisar dominar a estrutura interna de relatórios da plataforma.
O valor do Tutter está menos na novidade de conversar com uma inteligência artificial e mais na aplicação dessa conversa ao contexto real da empresa. A resposta não é genérica: ela depende dos dados centralizados no GRPRO, do período informado, das áreas relacionadas e do nível de acesso do usuário.
A solução também foi apresentada como parte de uma visão mais ampla do ecossistema WTech/AWTech, conectando a camada de inteligência aos produtos da companhia. Por lidar com informações sensíveis, o uso é controlado por permissões e direcionado aos perfis autorizados.
Uma carteira para tornar o uso da IA transparente
A nova versão inclui ainda a Carteira Digital, ambiente criado para acompanhar o consumo dos recursos que utilizam inteligência artificial. A proposta é dar transparência à utilização, permitindo visualizar saldo, consumo e custos associados às operações realizadas.
Etiene Rocha explicou que a nova versão não exige a contratação de um pacote fixo adicional para liberar os recursos de automação. As funcionalidades que utilizam serviços de inteligência artificial, por sua vez, consomem créditos administrados pela organização, com acompanhamento de saldo e uso na Carteira Digital.
Essa estrutura permite que cada empresa acompanhe o uso e defina permissões. Os gestores podem controlar quais usuários terão acesso a determinados recursos, evitando que a inteligência seja utilizada sem critério e permitindo que a adoção aconteça de forma organizada.
O início de um novo capítulo
Ao encerrar o evento, Etiene Rocha reforçou que o lançamento não deve ser compreendido como uma simples atualização visual ou um conjunto isolado de funcionalidades. Trata-se de uma mudança de direção para uma plataforma que já centraliza informações, mas agora passa a utilizar essa base para apoiar decisões, reduzir tarefas manuais e acelerar a execução.
A empresa também anunciou que novos encontros e conteúdos de capacitação serão realizados para mostrar não apenas onde estão os recursos, mas como utilizá-los para gerar impacto real. A proposta é aproximar tecnologia e prática, levando os clientes a explorar as possibilidades da nova versão em suas próprias operações.
“A nossa forma de retribuir é manter vocês sempre competitivos no mercado, gerando resultado e impacto no território de vocês”, afirmou Etiene ao agradecer a participação dos clientes.
A nova versão do GRPRO chega, assim, com uma tese clara: informação organizada continua sendo essencial, mas já não é suficiente. A partir do lançamento, a plataforma passa a apresentar essa evolução como um movimento contínuo, construído com participação dos clientes e novos recursos previstos para as próximas etapas. O verdadeiro diferencial está em transformar informação em velocidade, velocidade em decisão e decisão em execução.
O slogan que orienta essa nova fase resume a ambição do lançamento: o fim da era reativa e o início da Inteligência Executiva.
Mais do que acompanhar a empresa, o GRPRO quer participar do ritmo em que ela cresce. Mais do que mostrar o que aconteceu, quer ajudar a identificar o que precisa acontecer. E mais do que oferecer uma coleção de recursos, apresenta uma visão de futuro na qual o software trabalha silenciosamente para que as pessoas possam trabalhar melhor, decidir mais rápido e conduzir negócios mais competitivos.